O cofre e a alma
Quando meu tio morreu encontramos em seu quarto um cofre do qual não tínhamos conhecimento. Bem, meu pai tinha, mas nunca havia comentado nada. Meu tio era um recluso. Excetuando sua certidão de nascimento não possuía nenhum outro documento (nem carteira de identidade, nem CPF, nem título de eleitor). No que diz respeito ao Estado, meu tio não existia. Também não conversava muito. Arredio, não se sentia confortável perto de muita gente. Possuía uma inteligência singular. Aprendeu sozinho a tocar clarineta e banbolim; também aprendeu a pintar (naïf) e consertar televisões por conta própria. Entre outras coisas encontradas no seu barracão havia um livro de química muito antigo, escrito em francês, com receitas para coisas como pólvora e fogos de artifício. Não me lembro de vê-lo entabulando alguma discussão política ou econômica ou estética. Quando queria demonstrar carinho, nos convidava para passar a tarde com ele no trabalho e nos levava ao bar da esquina. “Peça o que quiser”, dizia. E eu: “Coca-Cola e pão de queijo”. Ficávamos sentados comendo em silêncio. Não foi surpresa, portanto, descobrir que nenhum de nós possuía o segredo daquele cofre.
Nos reunimos eu, meu pai e meus irmãos para discutir o que fazer. “Mande vir alguém com um maçarico e vamos abrir essa porra!” disse meu irmão, com a delicadeza costumeira. “Não, assim estragamos o cofre e ele ainda pode ser útil”, retrucou meu pai, pragmático como sempre. “Porque não enterramos ele bem fundo no quintal e deixamos para que alguém descubra depois”, disse eu. Não vou ofender o leitor reproduzindo o que meu irmão disse, mas meu pai pegou o telefone e ligou para um amigo que conhecia um amigo que trabalhava com cofres.
Não acho que o pessoal lá em casa entendeu, mas o indevassável cofre verde era, para mim, um pouco como o meu tio. E não gostava muito da idéia de alcançar seus segredos através da força. Meu tio construiu sua solidão cuidadosamente, conscientemente. Era mais um traço de personalidade do que um problema psicossocial. Minha tia, mais velha, hoje com 90 anos, disse-me no enterro que meu tio sempre fora especial – com isso era queria dizer: solitário, ensimesmado. Certa vez, no Rio, foram visitar um parente que tinha um piano em casa. Embora tocasse bandolim, meu tio nunca havia mexido num piano. Perguntou se poderia tentar. Sentou-se e, depois de experimentar a sonoridade por alguns minutos, tocou, de uma vez e sem grandes erros, Brejeiro de Ernesto Nazareth. Espantou todo mundo. Minha tia chorou. “Seu tio foi um talento desperdiçado no interior do Brasil”, disse. “Perdeu-se na brutalidade do mundo”. Será? Assim como o cofre, é impossível saber o que ficou trancado dentro do meu tio. Deixou-me como herança um segredo sobre o quê, quem e como somos o que somos. Meu tio é, para mim, a principal justificativa para qualquer humanismo: somos indecifráveis. Um enigma envolto em mistério. Meu tio Nardim.
Sobre alunos e aulas
O semestre está no fim. Hoje, em minha sala aqui na Universidade, recebi a visita de uma aluna. Veio me agradecer pelas discussões e pelos textos que apresentei no curso. Fiquei lisonjeado, inflado mesmo. Aí me lembrei de uma outra aluna num outro contexto. Transcrevo abaixo um antigo post e depois comento.
Comecei a dar aulas por impulso, obedecendo a um prazer bem próprio e egoísta: eu gostava de conversar com os outros sobre o que eu lia ou estudava, e gostava também de explicar-lhes como eu me sentia ao ler e estudar o que eu lia e estudava. Na verdade eu não me importava muito com o impacto do que eu falava nas outras pessoas. Dava aulas porque me sentia bem fazendo isso. Claro, eu tive alguns professores geniais, dos quais ainda me lembro com muito carinho (Udo, Luis Cláudio, Jordino, Adriano, etc.), mas nunca havia atinado para a intensidade deste tipo especial de relacionamento.
Recebi, ontem, um e-mail de uma ex-aluna. Era uma menina meio sonolenta e ensimesmada. Não se saia muito bem nas avaliações e nem participava ativamente das aulas. Parecia meio deslocada em sala, chegava sempre atrasada e me olhava com um ar entre o desprezo e o enfado, pelo menos do meu ponto de vista. Enfim, era uma aluna mediana. Lembro-me dela porque fui convidado, como avaliador, para sua banca de TCC (trabalho de conclusão de curso). Sinceramente nem me lembro de qual era o título do trabalho – ela se formou em 2005.
Na carta ela diz coisas como “Na primeira aula que assisti na turma de jornalismo da Faculdade Alfa, no segundo semestre de 2001, um professor de cabelos longos, anelados, falava sobre a responsabilidade do jornalista no que ele chamava de “construção da realidade”. Fiquei maravilhada. Até então, não havia experimentado o prazer de assistir a uma aula, do inicio ao fim, sem “piscar os olhos”.
Ou então “Na verdade, eu não gostava de ser eu. No início, o que eu mais gostava era de assistir as aulas desse professor de cabelos compridos. Ele era tão jovem, tão inteligente, tão brilhante. Eu o admirava. Eu o amava. Queria ser notada por ele. Queria merecer sua admiração. Queria retribuí-lo pelo prazer do conhecimento que despertara em mim“.
Era pra eu ficar envaidecido, não é? Só que no seu TCC eu não lhe dei nota 10 – eu, especificamente, porque sua orientadora queria lhe dar 10. Nem me importei com o significado da nota para a garota. Pois é, ao final do e-mail ela diz: Foi nessa fase, já no final do curso, que vi na monografia a única possibilidade de fazer algo que eu realmente me orgulhasse. Na verdade, eu queria meu estimado professor pra me orientar no trabalho, não deu. Mas, tudo bem, trabalhei duro ao lado de pessoas maravilhosas, que me apoiaram e me ensinaram muito… Eu queria, mais uma vez, movida pela vaidade, provar pra todo mundo, o quanto eu era boa. Não medi esforços pra fazer um trabalho nota 10… Virei noites a fio. Eu sonhava com um 10 pra esfregar na cara do mundo. Pra eu me sentir 10.
Fiquei pasmo! Ela, então, arremata: Professor, hoje eu entendo: a vaidade era minha. Quando percebi (demorou alguns meses), tive uma profunda vergonha do que fiz. Da maneira ridícula como chorei ao telefone, fazendo chantagem emocional… Achei, então, que não era mais digna do seu respeito e decidi esquece-lo para sempre. Não consegui. Agora, não me importa a nota que você dará para este e-mail. Fiz o que tinha de fazer, da forma mais digna e sincera que pude. Sinto-me livre.
Que coisa maravilhosa e perigosa é ser professor! Havia me esquecido completamente. Tão acostumado eu fiquei com as colas e os plágios, com a preguiça intelectual e com essa maldita estupidez amplamente distribuída entre as idades e os sexos, que me esqueci do principal: o vínculo humano do ato de ensinar. Ela realmente havia me ligado chorando, tentando explicar como aquele ponto (ou pontos) significou a mais avassaladora e sombria derrota que ela jamais sofrera. Fiz ouvidos moucos, não me movi.
Sabe, eu fico feliz da garota se ver, finalmente, livre de mim. Também eu devo aprender a me esquecer um pouco.
Pois é. Este semestre recebi elogios e, até agora, nenhum desabafo. Mesmo assim é bom eu me lembrar: devo esquecer-me! Ser exigente na medida certa, compreensivo e, antes de qualquer coisa, humano. Trata-se, enfim, de ensinar pessoas e não corrigir ou transformar o mundo!
Manuel Bandeira no enterro de Michael Jackson
Momento num café
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.
Michael Jackson 1958 – 2009

Quando Thriller foi lançado eu tinha 9 anos. Quando o ouvi pela primeira vez, em 1985, tinha 12. Foi numa festa na casa do Robson, um amigo que morava no mesmo quarteirão, duas casas à esquerda da minha. Ele tocou o LP inteiro enquanto varríamos a pista de dança – um quintal de terra batida – arrumando o lugar para mais tarde. Gostei da narração do Vicent Price e da sua risada doentia. Mas foi The Lady in my life que me marcou.
Não porque fosse boa. Absolutamente. Acontece que naquela época as festas eram organizadas de modo a alternar dois momentos fundamentais: música dançante e música lenta. Era a pré-história do DJ. Você montava um set com duas ou três músicas dançantes e uma lenta, para que os casais pudessem se aproximar. Depois engatava mais umas três ou quatro agitadas e outra lenta. Gravava tudo numa fita K7 (Cromo, porque o som era melhor) e botava no três-em-um Polivox do seu pai; quando a fita acabava alguém corria lá e virava o lado – se você fosse rico, seu sistema de som provavelmente teria aquele toca-fica automático e barulhento que toca para os dois lados. Não era o caso do Robson. Toda vez que a fita acabava ele parava o que estava fazendo, corria lá e trocava o lado.
Certo! Havia uma garota…(sempre há uma garota, principalmente aos 12 anos. Pensando bem, aos 12, aos 20, a0s 30, etc. Na verdade, sempre há uma garota, ponto!) cujo nome não me lembro. Sei que era bonita e inalcançável como um acidente geográfico. Ela morava na rua de cima e eu gostava dela já há algum tempo. Enquanto eu tentava arrancar algum ritmo dos meus dois pés esquerdos na pista de dança, ficava rastreando a menina de quando em quando. Assim que rolava uma lenta eu a procurava com o olhar. De repente encontrei-a sozinha. Era minha chance.
Começou a tocar The Lady in my life – “just put your trust in my heart and meet me in paradise, girl” – eu me animei e fui lá. Cheguei perto dela e puxei conversa. “Errr…”. Ela não se entusiasmou muito. Tentei continuar. “Ha…heh…(sorriso amarelo)”. Nada. Precisava tomar coragem, mas só o que eu tinha para beber era Coca-cola. Então os deuses resolveram ter pena de mim e me deram alguma coragem para perguntar: “Quer dançar comigo?” Pô, Michael! Paradise o cacete; ela não quis. Me deu o maior gelo, como se eu fosse uma espécie de zumbi. E a múscia lá “Lay back in my tenderness, let´s make this a night we won´t forget”. Taí, não esqueci. Levar o fora não era o pior. Pior mesmo era a gozação da turma. A situação toda era como o final do primeiro Guerra nas Estrelas: você chega lá na estrela da morte e tem uma chance de acertar o tiro naquela escotilha minúscula…e erra!
Aí estava Michael Jackson, verdadeiro, enraizado na minha cotidianidade. Trilha sonora das minhas (des)venturas pré-adolescentes. Billie Jean com sua batida cool, seus vocais carregados de ginga, chiados e sussurros quase endireitava meus pés tortos na pista. E o video clip dirigido por Martin Scorcese é simplesmente genial, com seus zumbis cheios de ritmo, blues e soul.
Existe um ponto de tensão para além do qual a matéria de que é feito o ser humano não resiste e arrebenta. Não saberia dizer quando isso aconteceu com o Michael Jackson nem os motivos, mas em algum momento todo o hype em torno dele foi demais. Esta talvez seja a maior bizarrice de todas ou, como querem alguns mais cínicos, a maior performance de todas: pirar em público! Usar o corpo como suporte para cada entalhe enlouquecido. Amplificar seus traumas de infância num imenso parque de diversões privado; na encarnação do mito de Peter Pan; na repetição eterna, neurótica, farsesca da inocência infantil irrecuperável. Atravessado por linhas de força conectadas a diversos interesses, Michael Jackson era a heteronomia pura! Desde os 6 anos no showbizz ele não tinha raízes, era hidropônico, um talento cultivado para o lucro. Beaudrillard dizia que ele havia transcendido o corpóreo.
“Senhoras e senhores, com vocês Michael Jackson! O primeiro dos pós-humanos! “
Prefiro a imagem do negro talentoso de Thriller e Off the Wall e da minha infância. Não essa fantasmagoria pós-moderna. Espero que o cara, sensível e tímido como era, tenha enfim se libertado do peso do nosso olhar obsessivo.
Descance em paz.
A política goiana pega fogo
E eu acho é bom!!!
Em entrevista à CBN local o Dep. Federal Carlos Alberto Leréia (PSDB) referiu-se ao atual Governador do Estado, Alcides Rodrigues, como “traidor”, “desleal” e “sujeito sem caráter”. E não foi só. Perguntado sobre declarações do Secretário da Fazenda do Estado, Jorcelino Braga, a respeito da nota de risco do Estado no BNDS (tão baixa que estaria causando problemas para a liberação de empréstimos), culpando diretamente o Governo de Marconi Perillo – de quem Alcides foi vice -; Leréia acusou Braga de agiotagem e de trabalhar para o PMDB. E não ficou por aí. Segundo o mesmo Leréia a empresa da qual Jorcelino é dono usou laranjas para firmar contrato com a a prefeitura de Aparecida de Goiânia, cujo prefeito é o ex-governador Maguito Vilela do PMDB. “O ministério público deveria dar uma olhada”, disse. Acusou também privilégio no repasse de recursos do Estado para a prefeitura de Santa Helena, administrada pela esposa do governador, Raquel Rodrigues. Insinuou ainda que a Celg, mesmo estando quebrada, injetou recursos nas campanhas para deputado estadual de diversos aliados do governo, inclusive do atual presidente da própria Celg, Carlos Silva.
Enfim, deu pernada a três por quatro. Estava exaltado e deixou transparecer aquele tipo de irritação da qual o sujeito geralmente se arrepende depois.
Eu só estranhei a reação das comentaristas. Resolveram especular sobre a inevitabilidade do rompimento entre Marconi e Alcides, como se já não estivesse sacramentado, há algum tempo, a estratégia de descolamento do ex-governador em relação a seu antigo aliado político com o objetivo de se posicionar para o pleito do ano que vem. Ao que parece a falência da Celg – e as reportagens do Popular – acabaram precipitando, ou por outras, desvelando o que já ocorria nos bastidores.
Pois é, falar sobre rompimento agora é meio irrelevante. Leréia abriu a caixa de pandora. E me parece obrigação do Jornal seguir a trilha apontada por ele. É uma oportunidade rara de colocar às claras o velho modo goiano de fazer política (arcaico, fisiológico, mergulhado no pior tipo de patrimonialismo). Certamente a operação abafa já está em andamento. Que o jornal, e seus proprietários, não se acovardem.
Isso é o mais curioso. Dependendo de como as coisas se desenrolarem a principal vítima de toda essa história pode ser exatamente a credibilidade do jornalismo do Popular. É obrigação do jornal investigar o alcance das denúncias, em ambos os lados, sob pena de ter sido usado como instrumento de pressão de um grupo político sobre outro. Jornal nenhum pode se prestar a isso pelo motivo óbvio de que representa uma instituição da esfera pública democrática no Estado. Não se pode baixar a cabeça para este tipo de coisa. E não só o Popular. O Diário da Manhã e o Opção devem aos seus leitores uma cobertura a altura do fato, ou não poderão mais ser considerados veículos de informação sérios.
A beleza que nos cabe é a que caminha sobre ossos!
A frase está num texto de Luiz Felipe Pondé, citando Nietzsche, para a Folha de S. Paulo. Pondé fala sobre sua relação com Deus e a percepção de que coragem e gratidão lhe são mais relevantes do que a fé. Talvez porque a fé seja uma disposição tão mais perigosa e dúbia do que as outras, capaz de levar o sujeito ao máximo de altruísmo e de fanatismo – muitas vezes simultaneamente. A certa altura Pondé diz o seguinte:
Tenho um entendimento peculiar de Deus: para mim, Ele pede mais coragem e gratidão do que fé. Mesmo nas narrativas do chamado Velho Testamento, como diz o crítico Erich Auerbach (século 20) em seus “Mímesis”, não me parece que a fé seja uma questão essencial na relação entre o Deus de Israel e seus heróis, mas sim a capacidade de suportar o dia-a-dia, com seus ventos e sua poeira, de ser dobrado e amassado, e ainda assim, comer e beber com gosto, estar com a mulher amada, compartilhar as alegrias efêmeras.
Esta passagem me lembrou imediatamente o Messiah do Händel – muito pouco ouvido, muito desconsiderado. A ária que considero mais bela diz, citando Mateus 11: 28-29,
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
O que seria da Bíblia sem o novo testamento? Que bela imagem esta! Não nos alivia a existência e nos consola. Quanta diferença entre Mateus e Jó. Da aposta indiferente ao consolo tão humano. Meu Deus, caso eu tivesse um, me diria algo assim: viva tua vida o melhor possível - a beleza que te cabe caminha sobre os ossos – quando tudo isso aqui acabar a gente conversa. Ele estaria me esperando como um pai espera seu filho esforçado na beira da piscina depois de uma prova exaustiva. Ah! A função paterna transferida para a divindade. No fundo da minha alma resiste um bastião suburbano de religiosidade, tensionando a pretensão intelectual racionalista do acadêmico. Haverá sínteses possível? Como diria Rilke. “Quem falou em vitórias? Suportar é tudo”.
Em junho, o Rio de Janeiro
No final do semestre darei um pulo na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro para o LASA 2009 e para um chopp especial com o Idelber, o Alex e quem mais aparecer neste dia, desde já mítico, como colocou o Alex. Como o artigo submetido precisa ser inédito não dá para disponibilizá-lo no blog. Depois de junho eu deixo o link. Se você estiver pelo Rio neste período (11 a 15 de junho) deixe um comentário com seu celular e a gente marca alguma coisa.
É bom trabalhar na UFG?
Já me perguntaram isso. É claro que é. Quando estou meio cansado, relaxo com a vista da janela da minha sala.

Neste dia estava chovendo. Na estação da seca a paisagem fica mais ou menos assim

É no caminho para o restaurante.
Sim. É ótimo trabalhar no Campus.
Potência solar
Eu geralmente uso o Twitter para este tipo de informação, mas a foto é tão legal que resolvi colocar aqui: nosso apocalipse pode vir na forma de tempestades solares. Sabe quando? 2012. Aqui a matéria da Wired.

Arquivos para os alunos
Moçada, disponibilizo dois arquivos para apreciação de vocês.
Um é o Plano de Curso da disciplina de novas mídias, o outro é a tradução de um famoso artigo do Nicholas Carr que usei na disciplina de Teorias da Comunicação II.
Enjoy.



